Fotos: Alexandre Marchetti
Texto: Assessoria Itaipu Binacional
O Refúgio Biológico Bela Vista (RBV) começa 2014 com novos habitantes.
São dois filhotes de harpia, nascidos em 27 de dezembro e 1º de janeiro. Com
eles, o plantel do RBV chega agora a 20 aves. Estes são o 14º e 15º filhotes
nascidos no local.
O primeiro casal de harpias do RBV foi formado em 2005 e teve filhotes
gerados com sucesso em 2009. Quando apareceram os primeiros ovos, ainda havia
dúvidas sobre qual seria a forma certa de cuidar dos recém-nascidos. Hoje,
porém, a equipe já está mais segura e confiante. “Acertamos a mão”, brinca o
biólogo Marcos José de Oliveira, da Divisão de Áreas Protegidas (MARP.CD). O
projeto de reprodução de harpias do RBV é, atualmente, o maior da região Sul do
País.
Os caçulas estão bem adaptados e saudáveis. O mais velho nasceu com 70
g. No dia 8 de janeiro, 12 dias depois, já pesava 327 g – quase cinco vezes o
peso original. Basta perceber a voracidade com que o filhote se alimenta para
entender esse crescimento rápido.
Os dois filhotes, que ainda não se sabe se são fêmeas ou machos, fazem
parte da família do casal de harpias mais antigo do Criadouro de Animais
Silvestres da Itaipu Binacional (Casib). Mas a família deles pode não ser a
única que vai aumentar. O casal que chegou em agosto de 2013, vindo do Espírito
Santo, também fez uma postura.
“Em breve, vamos tirar o ovo
[do recinto] para medi-lo, pesá-lo e verificar se houve fecundação”, explica
Oliveira. Filhotes de pais diferentes vão enriquecer o perfil genético do
plantel, por isso a torcida por um filhote.
Mesmo com poucos dias de vida, os filhotes já têm certa sensibilidade
visual e auditiva. Aos poucos, os sentidos vão melhorando, mas os cuidados
acontecem desde já. Na hora de alimentá-los, por exemplo, o biólogo fica em
silêncio absoluto.
“Assim, eles não relacionam a minha voz ao fornecimento de alimento,
como se eu fosse o ‘pai’”, explica Marcos. Mais tarde, quando a visão estiver
mais desenvolvida, também será usada uma espécie de “cobertura”, para que as
aves não vejam quem está oferecendo a comida.
Comentários
Postar um comentário